Mario Beni, o Político

Em 1947 elege-se Deputado à Assembléia Legislativa Constituinte do Estado de São Paulo. Em 1948 assume a Secretaria de Estado da Fazenda no primeiro governo de Adhemar de Barros, época em que exerce a cátedra de Ciências da Administração da Faculdade de Ciências Econômicas São Luís. Em 1951 elege-se Deputado Federal pelo PSP, elegendo-se sucessivamente em 1954, 1958, 1968 e 1972. Na Câmara Federal foi Presidente da Comissão de Finanças e, dentre seus inúmeros projetos, deve-se mencionar aquele que estruturou e regulamentou a SUDENE, e a profissão de bibliotecário.

No período 1951-1954 exerce o cargo de Secretário de Estado da Fazenda no Governo Lucas Nogueira Garcez. Em 1952, por delegação do Governo Federal, empreende viagem à Itália e à Alemanha como embaixador plenipotenciário para as Feiras de Milão e Dusseldorf, ocasião em que inicia os entendimentos para a consolidação da implantação da indústria automobilística no Brasil com a Fiat e a Volkswagen. Nessa viagem, efetivou a aquisição do Palácio Doria Pamphili junto ao governo italiano para sediar a embaixada do Brasil em Roma.

Em 1962 candidatou-se ao Senado da República, quando teve quase um milhão de votos, colocando-se todavia no terceiro lugar.

Como empresário, foi Presidente do Banco Mercantil Pan-Americano, Vice-Presidente e Presidente da Laticínios União S.A. Integrou o Conselho de Administração do Banco do Estado do Rio de Janeiro. Como dirigente esportivo, ocupou a Presidência do Tênis Club Paulista, da Federação Paulista de Tênis e da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Foi cidadão honorário de centenas de municípios paulistas, cidadão benemérito de São Paulo e portador de inúmeras condecorações e comendas brasileiras e estrangeiras.

Biógrafo e autor do livro “Adhemar”. A propósito desse livro, recebeu de Jânio Quadros uma missiva agradecendo o livro enviado, da qual reproduzo umas tantas linhas “… li-o de um só fôlego. Sabe, nunca me abalancei às biografias que me parecem, sempre, suscetíveis de reparos, até porque são uma interpretação pessoal de outrem. Essa, porém, no que me concerne, parece-me excelente. Oxalá tenha eu no futuro um biógrafo como teve Adhemar em você. S.P. 9/VII/74”.