Vida Pública

Em 1930, fiel aos seus ideais e princípios juvenis, estampados nos seus artigos em jornais de Casa Branca, ingressou no jornal O Correio Paulistano e logo em seguida no A Gazeta, onde desenvolveu sua carreira jornalística.

Em 1932, participa da Revolução Constitucionalista, servindo na frente em Cunha e Guaratinguetá. Nesta altura, lembrando sempre o espírito combativo e apaixonado pelo Estado de São Paulo, reproduzo o que meu pai sempre me contava quando confidenciávamos recordações.

Dizia ele que, alta madrugada, o Congresso Nacional em vigília debatia ruidosamente a posse de João Goulart após a renúncia do presidente Jânio Quadros. Na tribuna, o líder do PTB na Câmara dos Deputados, Wilson Vargas, do Rio Grande do Sul, conclamava o parlamento nacional para assegurar a posse constitucional de Jango. Nesse momento, adentra ao plenário o então líder do PSP, Mario Beni, que se retirara para um café. Empolgado, o orador, dirigindo-se ao colega da bancada paulista, com voz tonitruante, esbraveja: – Onde estão os paulistas de 32? E eu pergunto ao Deputado Mario Beni, que acabara de ingressar no plenário, e repete: – Onde estão os paulistas de 32? E Mario Beni responde com a maior firmeza e tranqüilidade: – Esperando os gaúchos nas margens do Itararé!

Em 1934, como jornalista, é designado para cobrir as notícias da então Assembléia Legislativa Constituinte, ocasião em que reencontra e se reaproxima do Deputado Estadual Adhemar Pereira de Barros, seu antigo contemporâneo no Colégio Carlos Bom, de São Manuel, dele tornando-se a partir de então seu fiel amigo e colaborador e, logo a seguir, Segundo Secretário do Diretório Estadual do Partido Republicano Paulista. Em 1938, integra a Casa Civil do recém nomeado Interventor Federal em São Paulo, Adhemar de Barros, como Oficial de Gabinete e, posteriormente, como Secretário Geral do Conselho de Expansão Econômica do Estado de São Paulo.

A partir de 1941, torna-se Corretor Oficial da Bolsa de Valores de São Paulo e, em 1945, quando da reconstitucionalização do país, retorna com Adhemar de Barros às lides políticas e, com ele, funda o Partido Social Progressista do qual foi ainda Secretário Geral, Vice-Presidente e Presidente do Diretório Estadual e Nacional.